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A importância das parcerias para a superação dos desafios de 2021



O ano de 2021 está chegando ao fim, foram muitos desafios enfrentados ao longo desse tempo de pandemia e crises socioeconômicas. O aumento do desemprego, da inflação, da fome e da falta de políticas de proteção social intensificaram a desigualdade e os impactos negativos estão sendo intensamente sentidos pela população mais pobre.


Nesse sentido, a HAJA precisou trabalhar ainda mais este ano para poder oferecer segurança alimentar, acolhimento, saúde, desenvolvimento financeiro e educação informal às famílias que frequentam os nossos projetos.


Enfrentar tantos desafios desta forma só foi possível com a ajuda das nossas parcerias. Elas foram o ponto chave para o desenvolvimento dos projetos e seus alcances. E desejamos ressaltar a importância delas nesse fim de ano. Todavia, o histórico de relevância das parcerias para o desenvolvimento do trabalho do Terceiro Setor — composto pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) — são de longo data.


De acordo com a doutora em em Ciências Econômicas e Empresariais, Cristina Carvalho e a mestre em Administração, Távia Monte, desde as décadas de 70 e 80, que as ONGs assumiram funções que o Estado, em algum momento, abdicou ou se tornou incapaz de suprir carências sociais da população, sobretudo das populações mais desfavorecidas.


Durante essas décadas, a Cooperação Internacional surgiu como a principal fonte de financiamento das ONGs. Países norte-americanos e europeus buscavam contribuir com o desenvolvimento social nos países chamados subdesenvolvidos. Foi através das ONGs que esses países criaram parcerias para enviar diretamente o financiamento externo.


Entretanto, com o crescimento das necessidades de demandas sociais, as mudanças políticas e de interesse em âmbitos globais, fizeram com que as ONGs precisassem diversificar sua captação de recursos:


“A diminuição da capacidade de financiamento do Estado, o crescente desinteresse da Cooperação Internacional [...] e o ininterrupto crescimento das demandas sociais obrigam essas organizações a buscar outras fontes de financiamento para suas ações. Assim, surgem as articulações e as redes de relacionamento, com o objetivo de otimizar recursos e ampliar a capacidade de captá-los. Neste cenário aparecem as empresas privadas como interessadas e promissoras fontes financiadoras das ONGs. A busca por diferencial competitivo em tempos de exacerbada concorrência assinala positivamente os gastos em ações sociais e o “investimento” em Responsabilidade Social (RS)” (Cristina Carvalho e Távia Monte).

Assim, a parceria com as empresas privadas apesar de historicamente recente tem representado uma importante forma de continuar o trabalho social que o Estado não se responsabilizou. Como contrapartida, para essas empresas isso representou uma importante forma de se diferenciar no mercado:


Segundo a pesquisa o Brasil Giving Report 2020: Os brasileiros olham positivamente para as empresas que apoiam organizações sociais; sete em cada dez (71%) concordam que estariam mais inclinados a comprar um produto ou serviço de uma empresa que doa a causas sociais ou que apoia sua comunidade local. As mulheres em especial são mais propensas a levar isso em consideração ao comprar um produto ou serviço (77% contra 65% dos homens).

Do lado das ONGs essas parcerias ampliam o alcance dos projetos devido ao financiamento, e por representarem uma forma confirmação para o público sobre a confiabilidade da ONG, já que normalmente para receberem investimentos de empresas precisam passar por seleções e atender critérios administrativos como integridade fiscal, humanitária e a competência nos resultados dos projetos. Assim é uma via de mão dupla.


E como todo relacionamento, as parcerias possuem fases. De acordo com o autor James Austin (2001) as parcerias entre ONGs e empresas passam por três estágios de relacionamentos: o primeiro seria o filantrópico onde há uma ação de doação que não precisa de contrapartida e nem demanda o controle dos resultados alcançados. O segundo estágio, chamado transacional, tem relação com a intenção de ganhos que a empresa possui em sua imagem ao se vincular com os projetos de RS.


E, por fim, o estágio integrativo onde “as missões, as pessoas e as atividades de ambas as organizações experimentam uma ação mais coletiva e integrada e tornam-se mais envolvidas em questões sociais pertinentes a cada organização”. Ou seja, nessa fase aprofunda-se o relacionamento entre as ONGs e há o aumento do engajamento da empresa nos projetos.


Ao longo dos anos, e principalmente deste último ano, podemos perceber justamente o crescimento dessa integração em nossas parcerias. Isso nos alegra, pois demonstra a valorização que damos aos nossos relacionamentos e o aumento das ações coletivas.


Portanto, encerramos o ano com o nosso imenso agradecimento aos nossos diversos parceiros desde às pessoas físicas, os voluntários, as fundações, outras queridas ONGs, setores públicos, quanto as próprias empresas privadas.


Essa rede de relacionamentos permitiu a ampliação do nosso alcance em um dos momentos mais sensíveis da história. São em momentos de grande vulnerabilidade de fica claro a importância dessa rede de apoio e proteção. Logo, desejamos que nossa relação com vocês se aprofunde cada vez mais e que ao longo desse tempo possam conhecer o impacto que geram na vida de tantas famílias.



Um fim de ano de esperança e coletividade para todos! Em 2022 contamos com vocês!

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