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O Desenvolvimento Humano no Centro da Nossa Atenção

Atualizado: 18 de Mai de 2019



Quando enxergamos a pobreza não simplesmente como ausência de bem, poucos recursos ou falta de rendimento, mas também como ausência de oportunidades, acessos e privação da liberdade e potencialidade é possível trazer respostas que verdadeiramente transformem a vida de uma família na comunidade. Amatya Sen, o pai do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), diz que “o desenvolvimento de uma sociedade se dá pelo bem-estar social, e não apenas pela prosperidade econômica“.[1]


“O desenvolvimento humano diz respeito às liberdades humanas: liberdade para realizar todo o potencial de cada vida humana, não apenas de alguns, nem da maioria, mas de todas as vidas em todos as partes do mundo – agora e no futuro. Esse universalismo confere à abordagem do desenvolvimento humano a sua singularidade“[2], assim começa o Prefacio do Relatório de IDH 2016 publicado Pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.


A vários anos já entendemos que a pobreza não é a simples ausência de recursos, porém observamos que, principalmente aqui no Brasil, ainda a queremos combater unicamente com recursos, com coisas, com material. Precisamos entender o que queremos gerar, isso vai muito além do que simplesmente organizar atividades. Se não sabemos o que queremos gerar podemos gerar algo que não queremos, é Simples!


Infinitas vezes encontramos comunidades expostas a extrema pobreza que são abastadas de doações de alívio emergencial, porém continuam vivendo sem nenhum acesso, privados de liberdades e direitos básicos, onde o indivíduo é restrito de poder cuidar da sua família para simplesmente garantir-lha a sobrevivência.


Precisamos investir na remoção dos vários tipos de restrições que limitam as escolhas e oportunidades das pessoas, que procuram, como todos nós, essencialmente ter uma vida boa e longa. E essas dependem das liberdades políticas, dos poderes sociais, da boa saúde, da educação básica, do incentivo e estímulos das iniciativas que os indivíduos tomam.


Por isso, nosso Programa de Desenvolvimento Comunitário vê o Individuo no centro da sua atenção. Nossa Metodologia de trabalho, nosso Guia de Desenvolvimento Humano, que tem como base a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, trabalha exatamente isso. Capacitar indivíduos com habilidades para absorver, experimentar e codificar para a sua realidade, para suas relações, seu tempo e espaço[3].


Isso envolve uma plena percepção da natureza das privações. Precisamos entender, por exemplo, porque crianças em situação de vulnerabilidade, mesmo tendo acesso a educação, continuam com aprendizado defasado, desestimulados e inseguros em sala de aula, muitas vezes deixando o ensino fundamental prematuramente. Quando nos referimos ao Desenvolvimento Humano precisamos focar em resultados de qualidade. Não nos contentamos em saber que P. vai a escola, trabalhamos para que P. realmente seja capacitado, resiliente e empoderado.


A HAJA trabalha principalmente na capacitação de indivíduos, na construção do seu futuro, ampliando as chances de melhorarem suas condições de vida, para que se tornem cidadãos habilidosos, bem informados e equipados. Enriquecendo a vida, alargando as suas escolhas, suas contribuições, que consequentemente terá um impacto na sua economia. A riqueza está na vida humana.


[English Version]

When we see poverty not simply as lack of good, few resources or lack of income, but also as an absence of opportunities, access and deprivation of freedom and potentiality, it is possible to bring answers that truly transform the life of a family in the community. Amatya Sen, the father of the Human Development Index (HDI), says that "the development of a society is for social well-being, not just economic prosperity."[1]


"Human development is all about human freedoms: freedom to realize the full potential of every human life, not just of a few, nor of most, but of all lives in every corner of the world—now and in the future. Such universalism gives the human development approach its uniqueness,“[2] begins the Preface of the 2016 HDI Report published by the United Nations Development Program.


For several years now we have understood that poverty is not simply a lack of resources, but we observe that, especially here in Brazil, we still want to combat it only with resources, with things, with material. We need to understand what we want to generate, this goes way beyond simply organizing activities. If we do not know what we want to generate we can generate something we do not want, it's simple!


Often we find communities exposed to extreme poverty that are rich in emergency relief donations, but continue to live without access, deprived of basic freedoms and rights, where the individual is restricted from being able to take care of his family to simply guarantee survival.


We need to invest in removing the various types of constraints that limit people's choices and opportunities, which seek, like all of us, essentially to have a good and long life. And these depend on political freedoms, social powers, good health, basic education, encouragement and encouragement of initiatives that individuals take.


That's why our Community Development Program sees the individual at the center of attention. Our Working Methodology, our Human Development Guide, which is based on the Agenda 2030 for Sustainable Development, works to Empower individuals with skills to absorb, experiment and enable them to understand and interact with their reality, for their relationships, their time and space. [3]


This involves a full realization of the nature of deprivation. We need to understand, for example, that children in situations of vulnerability, even having access to education, continue to learn lagging, are discouraged and insecure in classroom, often leaving elementary school prematurely. When we refer to Human Development we need to focus on quality results. We are not content to know that P. goes to school, we work so that P. really is empowered, resilient and strong.


HAJA works mainly on empowering individuals, building their future, increasing the chances of improving their living conditions, so that they become skilled citizens, well informed and equipped. Enriching life by broadening choices and contributions, which will consequently have an impact on their economy. Real wealth is in human life.

[1] http://g1.globo.com/economia/blog/samy-dana/post/pai-do-idh-amartya-sen-defendeu-desenvolvimento-alem-do-pib.html


[2] http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-report-2017.pdf

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