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O Encontro: como tudo começou

Atualizado: 31 de Mai de 2019


É impossível falar de como a HAJA começou sem contar como Nadia Barbazza e Pedro Rocha Junior, seus fundadores, se encontraram. Uma história de amor ao próximo, em seus múltiplos sentidos, e de inspiração que tem seu início há mais de vinte anos.


Nádia, suíça, descendente de italiana, sempre carregou dentro de si o forte sentimento de que queria fazer a diferença no mundo e deixar um legado. Assim, aos vinte e poucos anos, dá início a sua carreira em saúde pública na Suíça, mas sente que falta algo, pois queria ajudar pessoas que realmente precisavam dela. Por isso, ingressa-se em uma grande ONG para trabalhar com o que ama, saúde pública, e investir no empoderamento das pessoas em situação de vulnerabilidade social.


Enquanto isso Pedro, “carioca da gema”, que se encontrava trabalhando na bolsa de valores se depara com um momento de despertar da sua espiritualidade, e, consequentemente, da sua humanidade. Percebe, assim, que para ter sentido em sua vida algo teria que mudar. E ele tinha a forte sensação que isso se daria através da ajuda de pessoas, mais especificamente pessoas na África.


A partir da mesma ONG de Nádia, Pedro fica sabendo de uma demanda de trabalho no Morro do Borel, naquela época tido como o “morro” mais violento de toda a América Latina, mesmo sendo o único a aceitar o convite e tendo muito medo de sangue, inicia seu primeiro dia fazendo curativos e ao se encontrar perante diversas situações precárias percebe que seu lugar não seria em outro continente e sim em sua cidade natal, e que nada o iria impedir de cumprir sua missão.


Nádia, então, é chamada para ficar em torno de um mês no Brasil trabalhando (adivinhem só?!) com curativos no Morro do Borel. Nádia sem conhecer a equipe e nem a língua portuguesa descobre outro mundo, um mundo extremamente violento, com a total ausência do poder público e se une a Pedro nessa jornada, o qual tem em sua memória a primeira vez que vê Nádia e se encanta com sua sensibilidade e graciosidade.



Mas Nádia volta à Suíça abalada com toda a experiência e com sentimentos ambíguos, pois não queria voltar nunca mais ao Brasil para ver aquela situação de extrema vulnerabilidade e pobreza, mas ao mesmo tempo sabia que se queria realmente fazer a diferença era exatamente ali que precisaria estar. E claro, somava-se a isto, Pedro, que continuava no morro e que devido a sua incrível facilidade de criar laços e mobilizar pessoas para ação, vai se tornar conhecido no futuro como o Pedro do Borel.


Nádia encontra coragem e decide voltar ao Brasil para ficar mais um tempo para construção e coordenação do primeiro ambulatório do Morro do Borel, junto de Pedro. Mas o que no início seria apenas mais um lugar de um trabalho temporário se torna o lugar onde Nádia e Pedro vão construir vínculos e família. O Morro vira a casa e a família dos dois, e é lá que irão constituir sua vida juntos, formando um lar não só deles mas para muitas crianças que também fizeram parte da família.



Dentre as diversas experiências como trabalhos em outros países e cargos de liderança dentro da ONG, uma experiência em especial, iria provocar uma grande mudança na percepção do casal. Em 2007, eles, então, são convidados para ir para o Egito, na cidade do Cairo, iniciar do zero um trabalho com crianças em situação de ruas, que estavam abandonadas, pois dentre muitos problemas envolvidos na situação, tinha se o fato de que o país não permitia a adoção de crianças, e ainda não permiti.


É no Cairo que irão desenvolver sua metodologia de trabalho, lá entenderam que não seria o apenas o desenvolvimento comunitário como ferramenta principal e sim a criação de métodos para remoção dos vários tipos de restrições que limitam as alternativas e oportunidades das pessoas em situação de vulnerabilidade. A partir dessa experiência, Nádia e Pedro passam a acreditar que precisariam ajudar os indivíduos a se desenvolverem com o objetivo de que em algum dia a ONG não seria mais necessária, pois seriam aqueles indivíduos, aquelas crianças as protagonistas da própria transformação.

E ao voltar ao Brasil modificados por essa experiência, eles entendem que precisavam iniciar uma nova fase em suas vidas, onde fosse possível colocar em prática sua metodologia. Com essa nova mentalidade, Nádia após dar uma palestra vai conhecer Jardim Gramacho, e encontra a comunidade de Quatro Rodas, sem pretensões e nem plano algum, ela se vê debaixo de uma árvore onde começa a conversar com duas moças grávidas. Com seu jeito acolhedor e com a bagagem de mais de vinte anos de experiência em saúde pública, Nádia cria um forte vínculo com as duas moças e depois com a comunidade onde viviam.


É quando diz para Pedro que seria lá, o lugar que estavam procurando, e, assim, já próximos aos cinquenta anos de idade, mas com a total certeza de que é possível fazer a diferença na vida das pessoas através da metodologia que criaram, que iriam romper com o passado para recomeçar e dar origem a uma nova etapa com a criação da nossa querida HAJA.

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