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Do passado à HAJA: o legado das ONGs para atenuar grandes carências humanitárias



Do passado à HAJA: o legado das ONGs para atenuar grandes carências humanitárias

As comumente chamadas ONGs (organizações não-governamentais) são categorizadas formalmente, em sua grande maioria, como organizações da sociedade civil (OSCs). Essas organizações englobam uma série de associações civis e fundações privadas, sem fins lucrativos.


De acordo com Renata Moraes do Observatório de Crises Internacionais, as primeiras organizações de que se têm registros surgiram em momentos de grandes conflitos humanitários, como a Cruz Vermelha, fundada em 1863, na cidade de Genebra, localizada na Suíça (inclusive, não nos parece coincidência que nossa fundadora, Nadia Barbazza, seja também suíça). A criação da Cruz Vermelha teve o objetivo de amenizar o sofrimento daqueles que enfrentavam conflitos armados da época.


Porém, o termo ONG

“surge especificamente após a Segunda Guerra Mundial, cunhado pela ONU (Organização das Nações Unidas), denominando as organizações privadas que recebem financiamento e apoio de órgãos públicos e entes privados para realizar assistência em países pobres e em situação calamitosa”(Renata Moraes - Observatório de Crises Internacionais).

No âmbito internacional, a ação de ONGs voltadas ao auxílio de pessoas em condições de risco à vida e de ataque a direitos humanos é de suma importância à comunidade internacional, sendo frequentes ações juntamente a organizações como a ONU (Organização das Nações Unidas) e suas agências, a governos e a outros atores.

No Brasil, as primeiras ONGs surgem entre os anos de 1950, início dos anos 60. Eram fortemente vinculadas à instituições religiosas e com objetivos voltados ao trabalho de educação de base, segundo Dulce Pandolfi, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas.


Já nas décadas de 70 e 80, no contexto da ditadura militar, as ONGs começam atuar principalmente na defesa dos direitos humanos e políticos, em prol da luta pela democracia.

A expansão do surgimento das ONGs foi nos anos 90, de acordo com a pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O estudo revela que 62 por cento das organizações foram criadas a partir de 1990. E, entre 1996 e 2002, essas entidades cresceram 175 por cento - foram de 105 para 276 mil. Em 2016, havia 820 mil OSCs com Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) ativos no país.


De acordo com a especialista Hebe Gonçalves da Universidade Federal do Rio de Janeiro


"Na verdade, o que a gente tem hoje, e em particular, no Brasil, é um número expressivo de organizações não-governamentais, que atua fazendo aquilo qu-e é eminentemente público. Essa expansão coincidiu, no Brasil, com a expansão da face neoliberal do estado, e muitas ONGs passaram a cumprir aquilo que fosse função precípua do estado".

Ou seja, as OSCs exercem um papel de fundamental importância para sociedade. Atuando para suprir as ausências do poder público em várias áreas e setores.


Sua necessidade foi intensamente validada em uma das últimas crises humanitárias: a pandemia da COVID-19. Onde foi possível perceber a importância da atuação das ONGs para assistência à vida de inúmeras pessoas. Foi possível notar, ainda mais fortemente, o importante trabalho de ponte entre indivíduos e empresas privadas que queriam ajudar (seja financeiramente, seja voluntariamente) quem estava em maior vulnerabilidade social.


A HAJA é uma dessas instituições que surge para dar assistência a populações esquecidas pelo poder público e que com o apoio de voluntários, doadores e parcerias potentes vem conseguindo expandir sua atuação.


Nesses meses iniciais do ano pôde tanto terminar quanto inaugurar espaços muito significativos:


  • A nova Sala de aula toda equipada para melhor atender os adolescentes cadastrados no nosso programa de Educação Integral dando apoio e incentivando os mesmos a continuar na rede de educação, além de ajudá-los na entrada do mercado de trabalho formal.

  • A Marcenaria, que faz parte do projeto de Geração de Renda e de preparo para o mercado de trabalho, nasceu despretensiosamente através do incentivo à arte e que tem ganhado corpo para atender a comunidade de Quatro Rodas.

  • E finalmente, o Espaço Empreendedor dividido em três áreas: lanchonete, salão de beleza e uma loja para marcenaria vender seus produtos.


Esses projetos da Educação Integral e da Geração de Renda atuam na contribuição de uma sociedade mais justa e estão alinhados ao esforço internacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU para serem cumpridos até 2030, um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade (ONU).


Assim, vemos a história do surgimento desde as primeiras ONGs se encontrando e se reformulando ao longo dos anos, sempre nesse sentido de atenuar grandes carências da vida humana. Apoiar as OSCs é fazer parte dessa história, é ajudar a construir um legado humanitário de extrema importância. Vamos juntos?



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